26 de mar de 2009

Pessoas lindas! Preciso abrir meu coração com vocês. Não sei o por quê, mas o que vou compartilhar, de alguma forma me incomoda e angustia e me deixa (um pouquinho só, rs!) à margem de algumas rodas de bate-papos. Eu NÃO LI O LIVRO "A CABANA"!!! Ufa...falei! Porque não li? Pura opção. Nada mais que isso: opção. Tenho reservas e um pouquinho de preocupação com o que é unânime e como disse o sábio “machista” Nelson Rodrigues... “toda a unanimidade e burra.” Peço perdão. Explico minha opção: Leio tudo e ao mesmo tempo agora, meu amigo Jair um dia me disse que se houver escritos num papel higiênico, estarei lendo. Porque deveria ler algo que todo mundo acha fantástico? Belo, sublime....e blábláblá. Por quê? Alias, a unanimidade se dá entre os cristãos, pois uma companheira de trabalho, coordenadora pedagógica, antenada, plugada no mundo e absolutamente articulada, não cristã (não achei outro sinônimo), leu O LIVRO e perguntei a ela o que achou. Minha surpresa foi que achou “muito auto-ajuda demais”(sic). Hummm.... Pessoas, optei por não lê-lo. Pelo menos agora. Nunca é muito tempo e não uso com freqüência essa palavra, contradiz minha natureza. Amo conhecer. Não gostaria de me tornar uma “glutona cultural”. Como disse Bonaventure: “Saber muito e não saborear nada – de que adianta isso? A vida é cheia de sabores, saberes e cheiros, como disse Paulo Freire e Elienai. Quero e gosto de saborear, mas me dou ao luxo de escolher. A maturidade me dá essa opção. Boa para uns, péssima para outros. Somos livres, não? Dentre minhas tantas leituras a fazer, reiniciei o livro Maravilhosa Bíblia – A arte de ler a Bíblia com o Espírito – Eugene H. Peterson. Compartilho um texto que achei brilhante: (...) “A Comunidade cristã gastou enorme quantidade de energia, inteligência e oração para aprender a “comer esse livro”, como fez João em Patmos, Jeremias em Jerusalém e Ezequiel na Babilônia. Não precisamos saber tudo dele para ir à mesa, mas conhecê-lo, mesmo que em parte, ajuda muito, especialmente em uma época na qual tantos de nossos contemporâneos o tratam como simples aperitivo. A ordem incisiva do anjo é também um convite. Venha à mesa e coma esse livro, pois cada palavra pretende fazer algo em nós, como proporcionar saúde e inteireza, vitalidade e santidade ao corpo e à alma.” E pra encerrar, um poema de Wendell Berry – Lá do Alto – convidando-nos a uma reflexão sobre as Escrituras, numa forma de metáfora, ele usa a fazenda como meio de formação: Venho tentando ensinar minha mente A suportar o longo e vagaroso crescimento Dos campos e a cantar Sobre a sua passagem enquanto ela espera. A fazenda deve ser uma forma, Unindo interminavelmente Céu e terra, Luz e chuva, trazendo de volta As formas e atividades do solo. Eu procuro e quero ter vida, e com muuuuita abundância!!